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A importância da qualificação técnica na instalação elétrica

Instalações elétricas eficientes conforme os requisitos da norma NBR 5410 são essenciais para a segurança e tão importante quanto a qualidade dos equipamentos elétricos empregados e a própria instalação é a execução da mão de obra por profissional qualificado.

A eletricidade quando mal empregada pode causar inúmeros prejuízos, tais quais gastos excessivos de energia, choques elétricos, curtos-circuitos e em casos mais graves, incêndios.

Todas as instalações devem seguir as determinações da norma ABNT NBR 5410 de 2004, publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, que restringe a prestação de serviço de dimensionamento e instalações elétricas feitas exclusivamente por profissional especializado.

Hoje existem cursos de capacitação em elétrica para pessoas de qualquer idade, cursos de reciclagem, cursos técnicos profissionais, que são opções sob medida para quem deseja buscar formação acadêmica universitária na Engenharia Elétrica.

Mesmo para instalações que julgamos serem simples, quando feitas de modo improvisado, podem causar princípios de incêndio. Por exemplo, se o quadro elétrico do local não for suficiente para “segurar” a descarga, o fogo pode começar sozinho, sem necessariamente algo ter sido acionado. Uma simples emenda de fio elétrico feita entre um chuveiro e um quadro pode ser a causa de um desastre.

A qualificação profissional de eletricistas que trabalham no mercado brasileiro exige muita atenção das associações e órgãos competentes do setor, visto que há uma quantidade excessiva de profissionais que se autodenominam “eletricistas”, quando na verdade, não têm nenhum preparo técnico para atuar no setor.

Para projetos de iluminação residencial, comercial e corporativa as exigências são maiores. A princípio, há uma legislação para que quaisquer reformas sejam feitas obrigatoriamente por arquiteto. Com a iluminação não é diferente, por ela ser uma etapa do projeto de arquitetura. Além do projeto luminotécnico, a instalação do sistema de iluminação e das luminárias decorativas ou arquiteturais deve ser feita por eletricista qualificado.

Geralmente o arquiteto conta com fornecedores de sua confiança na hora de selecionar as luminárias para o projeto do cliente. Este fornecedor, por sua vez, conta com equipe capacitada para auxiliar no projeto de iluminação, como por exemplo, no cálculo de luminância do ambiente, quantos pontos de luz serão necessários, que tipo de iluminação é ideal, cor e temperatura de luz indicada, entre outros fatores, bem como a execução da instalação no local do cliente. Tudo isso precisa ser garantido para que o profissional tenha a certeza de que está entregando ao cliente a segurança que a norma da ABNT exige.

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Para garantir o efeito desejado, os pontos de luz precisam de uma distância correta da parede que um profissional de arquitetura auxiliado por um light designer conseguirão determinar.

O ambiente abaixo tem diferentes situações em que se necessita do serviço profissional de instalação, projeto de iluminação e arquitetura. Os trilhos com spots precisam de um número específico de pontos de luz, cada spot é direcionado com um fim específico que o arquiteto estudou previamente, com o intuito de valorizar mobílias, objetos, etc. A luz de led colorida em tom verde que se tem saindo da sanca que esconde a instalação da persiana e cortina é o que se chama de iluminação indireta, efeito que se obtém com adequado projeto luminotécnico, feito por light designer ou pelo arquiteto, quando este é qualificado também em iluminação. iluminacao2

O living que de segue tem pontos de luz projetados por light designer e instalado por eletricista especializado. O sistema de iluminação combina luminárias de embutir que precisam de um corte (ou rasgo) no gesso de dimensões muito precisas, tanto para que a fiação não fique exposta como partes laterais das peças. Este tipo de serviço é feito com muita precisão. Até a luminária pendente tem detalhes técnicos de instalação que requerem profissional qualificado que entenda de suas especifidades.

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Dicas para escolher o arquiteto

O primeiro sinal de que você precisa de um arquiteto vem com perguntas: “Quero construir uma casa, mas como é a casa que eu preciso?” ou “Como saberei qual a melhor decisão tomar?” e ainda “Quanto devo gastar?”; “Que tipo de imprevistos estou arriscado a ter?”; “Terei dinheiro para tudo isso?”. Quando tiver em mente as suas expectativas, contrate um arquiteto. Ele vai te ajudar a transformar isso em uma proposta, que é a base de qualquer projeto.

Para fazer a seleção, o ideal é conversar com conhecidos que já trabalharam com esse tipo de serviço ou contate arquitetos de obras com as quais você se identifica. Se ainda assim não tiver uma ideia, tente os sindicatos de seu estado e as associações de arquitetos e urbanistas.

Assim que tiver uma lista de prováveis candidatos, a primeira coisa que se deve fazer é checar se eles possuem registro no Conselho de Arquitetura e Urbanismo de seu estado. O CAU/BR possui uma ferramenta online para fazer essa verificação. Basta clicar na guia “Buscar profissional/empresa”. Lembre-se, só diploma não basta, somente arquitetos e urbanistas registrados no CAU podem exercer a profissão no país.

Arquitetos possuem portifólios para mostrar seu trabalho. Hoje em dia a maioria expõe seus projetos na internet. Leve isso em consideração na hora de avaliar quem tem o perfil mais próximo do que você precisa, mas não fique só na internet ou no papel. Visite, se possível, as obras dele e avalie sua qualidade.

Tudo que envolve intenção, projeto e planejamento precisa de um arquiteto desde o início. Quanto antes você envolvê-lo na sua obra, maior leque de atuação ele terá. O arquiteto é a pessoa mais indicada para representar os interesses do cliente, pois pode debater com os executores da construção quais são as melhores soluções possíveis e adequadas para cada caso.

Engenheiros e mestres de obras são ótimos profissionais para pensar o processo de construção, mas a função que ela irá exercer depois de pronta depende de uma visão global e crítica que passa pela habilidade específica dos arquitetos.

Como representante dos seus interesses, o arquiteto é o primeiro a ter preocupação com a qualidade final do resultado da obra e com a sua satisfação em relação a ela. Ele é a pessoa mais indicada para supervisionar todo o processo e garantir que tudo seja encaminhado conforme decidido no projeto.

Gastar dinheiro para economizar dinheiro é uma das melhores maneiras para otimizar seus recursos. “Arquitetura é um serviço de luxo” é apenas um mito muito propagado e por isso acaba se tornando uma falsa verdade. Construções não são apenas a obra, são também a manutenção futura que ela exigirá. Cada centavo gasto com os honorários do seu arquiteto retornam, seja em tempo economizado, melhor qualidade dos materiais ou a adequação da sua construção.

Projetos geralmente custam de 2% a 15% do valor total do empreendimento. Por outro lado, construir sem projeto e ter de construir de novo é uma dor de cabeça que pode multiplicar o valor da obra.

O CAU possui uma tabela  de honorários para nortear os valores para cada atividade envolvendo o trabalho dos arquitetos e urbanistas. Ao acessá-la você precisará se cadastrar. Os honorários podem ser pagos ao final de cada uma das fases do projeto e do empreendimento. Quando maior a complexidade, mais fases e mais reuniões de aprovação a obra demandará. Os preços dos serviços arquitetônicos podem variar muito, dependendo da experiência e especialidade do arquiteto, mas a tabela é muito útil para quem nunca contratou esse tipo de serviço poder negociar esses valores de maneira justa e transparente.

Fonte: Conselho de Arquitetura e Urbanismo